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13/08/2007 - Câncer de próstata é segunda maior causa mortis de homens no mundo, diz Sadeck a servidores do TRT da 14ª Região
 

O câncer de próstata é apontado por especialistas da Sociedade Brasileira de Urologia como a segunda maior causa mortis no mundo entre homens com idade acima de 45 anos, atrás apenas dos casos de morte por câncer de pulmão. A informação é do médico urologista Victor Sadeck, que ministrou sexta-feira (10/8) uma palestra sobre as doenças da próstata para cerca de 80 servidores da Justiça do Trabalho, no auditório do edifíco-sede do TRT da 14ª Região, em Porto Velho.

A palestra foi programada pelo Núcleo de Assistência à Saúde como parte dos festejos do Dia dos Pais para conscientizar, principalmente os homens com mais de 40 anos, sobre a importância da realização periódica de exames preventivos de PSA – Antígeno Prostático Específico – e de toque retal.

No discurso de abertura do evento, o chefe do NAS, médico Roberto Mesquita, explicou aos participantes que a escolha do tema tinha por objetivo divulgar mais os cuidados necessários para o diganóstico precóce e acabar com o preconceito masculino sobre o assunto.

Sadeck disse que, por causa do aumento do número de casos na fase em que o homem atinge uma certa estabilidade financeira e está se preparando para a aposentadoria, o mundo todo está voltado para o acompanhamento das doenças da próstata, pois o câncer nessa glândula exclusiva do organismo masculino apresenta poucos sintomas e quando o paciente sente as primeiras manifestações a doença já se alastrou.

Por isso recomenda que todo homem, após completar 40 anos, realize os exames preventivos ao menos uma vez por ano e de seis em seis meses quando começar a sentir sintomas, como sangramento, ardor no canal da urétra, dificuldade para urinar ou urgência urinária, sensação de bexiga cheia, sensação de mal-estar na região dos quadris e outros. Mas lembra que não há diagnóstico preventivo do câncer de próstata, pois isso só é possível após a realização de biópsia.

As pessoas que se alimentam com comidas gordurosas estão mais propensas a desenvolver a doença do que aquelas que fazem a dieta alimentar baseada em frutas vermelhas, verduras e legumes, ricas em licopeno, uma substância que atua preventivamente no organismo humano.

O palestrante afirmou que na maioria dos casos, o câncer na próstata, na fase inicial, não apresenta sintomas, pois se desenvolve em região periférica. Quando a pessoa sente os sintomas, normalmente a doença já se alastrou. O toque retal, de acordo com Sadeck, é o único meio seguro de diagnosticar uma prostatite. É depois de uma infecção dessa que pode ser desencadeado um processo cancerígeno.

Dentre as principais causas que contribuem para o aparecimento de câncer de próstata, o especialista aponta como fatores de maior incidência da doença os descendentes da raça negra, que adoecem mais do que os brancos, e o caso de pessoas com histórico da doença na família, que correm duas vezes mais o risco de desenvolver a doença.

Os urologistas indicam para a maioria dos casos de câncer de próstata a cirurgia de prostatectomia radical, com 90% de chances de cura, e também a radioterapia. Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia. Os tumores metastáticos são controlados de forma paliativa com hormônios femininos, orquiectomia, drogas anti-androgênicas ou análogos da LHRH.

Segundo ainda Sadeck, que é membro da Sociedade Brasileira de Urologia, a maioria dos sintomas são percebidos no caso do câncer benigno ou “adenoma”. A hiperplasia benigna da próstata é detectada com freqüência de 80 a 90% nos homens com idade ente 40 e 50 anos.

Em exames com dosagem de PSA de 10 a 15 de concentração, cujos pacientes são submetidos ao outro exame de toque retal, 95% apresentam resultados alterados. De acordo com informações contidas na cartilha organizada e distribuída durante a palestra por integrantes do NAS, em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetida a uma ecografia trans retal com biópsia prostática.

Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico e uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Em seguida, são solicitados exames a fim de que se possa saber se o tumor se desenvolveu na região da próstata ou se já se alastrou para outros órgãos como a bexiga, vesículas seminais, reto ou se já enviou metástases. Nesse caso, a cintilografia óssea é o exame mais útil e capaz de informar quanto à metástases no esqueleto. Outros exames pedidos são o fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax e radiografias do esqueleto.

Fonte: Abdoral Cardoso
Publicado em 13 de Agosto de 2007 às 14:50 horas